quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Meros Ditames

A cabeça já não consegue acompanhar a velocidade de um tempo que se transformou em um mero servidor da pressa. Sem nenhum pudor ele bajula a brevidade e de forma arbitrária nos conduz a respostas rápidas que manipulam completamente o trajeto de nossas vidas. Quem dera se pudéssemos realizar um sonho nos mesmos míseros minutos de sua duração. Injustamente, podemos passar uma vida inteira repetindo tentativas de realizá-lo, e se abrirmos espaço, por menor que seja, para o arrependimento, o preço será o desperdício de um tempo que não voltará mais. Pois é, esse tal de arrependimento lapida o nosso precioso tempo e nem sequer faz a gentileza de nos devolver um segundo que seja.


Dominar seria a solução? Como a condição é a de respostas rápidas, rapidamente, o que tem que vir à cabeça é que sim, o tempo tem que ser dominado. Temos que mostrar a ele que somos nós os ditadores das regras do jogo. Se algo tem que ser feito, se um sonho tem que ser realizado, se uma vontade veio à cabeça... Vamos lá e façamos agora! Que olhemos ao nosso redor e percebamos a obra de arte que Deus esculpiu... E que de forma sensorial nós sintamos algo além da capacidade de ver dos nossos olhos, os sentimentos abstratos, as sensações invisíveis. E que saibamos unir essas maravilhas que nos foram dadas como um incentivo a vontade de querer viver, incansavelmente, sem espaço para pausas, desperdícios; sempre dando o melhor de nós mesmos, levando sempre conosco a ideia de que o fracasso só perdura enquanto não nos vem a força para tentar outra vez, e carregando sempre na bagagem as escolhas que nos tragam as melhores emoções, e as emoções que nos evolua a pessoas melhores, dignas de tudo que nos foi dado pelo nosso Criador.